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João de Brito (1647 - 1693)

 JB catequizando os indianos - Pintura a óleo, MM Bordalo Pinheiro (1865)

 

João de Brito nasceu em Lisboa, em Março de 1647, com ascendência fidalga.

O país vivia então uma prolongada guerra com Espanha, em resultado da restauração da Independência (1640). João de Brito já entrado na adolescência, é vítima de uma grave doença. A sua cura marcou uma viragem na sua vida, pois para cumprir uma promessa de sua mãe, teve que vestir o hábito de S.Francisco Xavier.

No ano que sobe ao trono D. Afonso VI, 1662, a 17 de Dezembro, entra no noviciado da Companhia de Jesus em Lisboa. Estuda em Évora e Coimbra, e torna-se professor no Colégio de Santo Antão, em Lisboa, mas o seu sonho é a Índia. 

Em 1668, pede ao Superior Geral que o deixe ser missionário. Entretanto, passam os anos, consolida-se a vocação e é ordenado sacerdote (1673), partindo para as missões da Índia.

Em doze anos de apostolado na Índia esteve muitas vezes a ponto de perder a vida.

Em 1685 seria nomeado superior da missão de Maduré. Esperam-no tribulações e sacrifícios. É sujeito ao suplicio da água e açoites, sendo impedido de pregar. Em 1686 desencadeou-se violenta perseguição no Maravá. Correndo a apoiar os cristãos, foi preso pelo chefe das milícias do reino, que o sujeitou a enormes torturas e o condena a ser empalado. Mas era precisa confirmação desta sentença pelo soberano, a cuja presença João de Brito foi levado. O rei, depois de o sujeitar a interrogatório sobre a doutrina que pregava, restituiu-o à liberdade, impondo-lhe que não voltasse a entrar no Maravá. 

Partiu para o Malabar, cujo provincial o mandou como procurador à Europa, a fim de em Lisboa e em Roma informar o que se passava nas missões . Voltou a Lisboa a 8 de Setembro de 1687. O novo rei Pedro II, por motivos políticos não autorizou a viagem a Roma. João de Brito percorre então as principais casas dos jesuítas em Portugal procurando reunir apoios para a missão no Oriente.

Ultrapassando todos os obstáculos, volta a partir para a Índia a 8 de Abril de 1690. No entanto, os poderosos locais olham-no com desconfiança e a condenação não tarda. João de Brito é acusado de desobediência e condenado à morte, em 1693. 

O Papa Pio XII canonizou o missionário português, a 22 de junho de 1947.

 

 

Fontes:

 

 

 

     
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